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Os 6 maiores erros de engenharia

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Os 6 maiores erros de engenharia

Os 6 maiores erros de engenharia:

A sonda que desapareceu

A sonda Mars Climate Orbiter foi criada para monitorar o clima em Marte, mas desapareceu no ano de 1999 por um “erro de cálculo”. A equipe da NASA usou o sistema anglo-saxão de unidades (polegadas, milhas, galões, etc), mas uma das empresas contratadas usou o sistema decimal, utilizado mais comumente no Brasil (metro, grama, litro, etc).

O resultado foi um erro de cálculo, suficiente para fazer a sonda, de US$ 125 milhões, chegar perto demais de Marte ao tentar manobrar para entrar em órbita. O mais provável é que ela tenha se destruído ao entrar em contato com a atmosfera.

A ponte que balança

A ponte Tacoma Narrows foi criada em 1938 sobre o Estreito de Tacoma, em Washington, Estados Unidos. Por um erro de engenharia, a ponte balançava muito e foi apelidada de “Ponte galopante”. Demorou apenas dois anos para que, com ventos de 65km/h, a ponte finalmente caísse.

Os ventos causaram movimentos de torção na ponte, levando a estrutura a colapsar. Felizmente, não ouve nenhum ferido no acidente. Uma nova ponte foi construída no local e funciona até hoje.

As fotos borradas do Hubble

O telescópio Hubble é, provavelmente, o mais famoso do mundo por suas belas imagens do espaço. Sendo um grande observatório espacial e não-tripulado, só poderia ser considerado um sucesso absoluto da NASA, se não fosse pelo fato de que ele também já sofreu com um erro de cálculo.

As primeiras imagens enviadas pelo telescópio, no início da década de 90, estavam borradas, pois seu espelho principal era muito plano. Na verdade, a diferença era de apenas 2,2 micrômetros, uma medida 50 vezes menor do que a espessura de um fio de cabelo, mas suficiente para colocar todo o projeto em risco.

Foi necessária uma missão com um ônibus especial, em 1993, para consertar o problema.

O navio que não flutuava

Em 1628, a Suécia inaugurava o navio de guerra mais poderosos do mundo, com 64 canhões de bronze. Na sua viagem inaugural, o navio Vasa naufragou a menos de 2 km da costa, vitimando 30 pessoas.

Segundo arqueólogos que estudaram o Vasa em 1961, o problema foi a assimetria do navio, sendo mais espesso a bombordo do que a estibordo. Mais uma vez, a razão pode ter sido o uso de medidas diferentes, já que quatro réguas usadas para a construção foram encontradas, sendo duas calibradas com pés suecos e, outras duas, com pés de Amsterdã.

O prédio que derrete carros

Sabe aquela “brincadeira” de queimar formigas com uma lupa? É mais ou menos isso que um arranha-céu conhecido como “Walkie-Talkie” está fazendo em Londres, desde o ano passado.

O edifício tem vidros espelhados côncavos e, com o calor gerado pelo reflexo do sol em suas janelas, atinge os carros estacionados nas ruas próximas.

O prédio ainda está em construção e a empresa responsável tomou medidas de emergência, como fechar os estacionamentos próximos até que uma solução definitiva seja encontrada.

O avião sem combustível

Em 1983, um avião da Air Canada ficou sem combustível enquanto voava sobre a província canadense de Manitoba. Não havia acontecido nada de incomum que justificasse a falta de combustível, a não ser mais um clássico erro de cálculo, causado pela confusão com o sistema de medidas.

O Canadá havia, recentemente, adotado o sistema métrico decimal. O indicador de combustível a bordo do avião não estava funcionando e a tripulação foi responsável por fazer o cálculo do reabastecimento. Resultado: o avião, que deveria ter sido abastecido com 22.300 kg de combustível, levantou voo com apenas 22.300 libras, menos da metade.

Felizmente, o piloto conseguiu aterrissar na pista de Gimli. “Apenas” 10 pessoas ficaram feridas, mas não houve nenhuma morte.

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